Há muito tempo venho visitando as páginas de “Contoerótico”, buscando relatos que possam ser parecidos com uma experiência por mim vivida. Confesso que muitos destes relatos são obras primas, recheadas do mais puro erotismo casual. Outras nem tanto, carregadas de aberrações que fogem da simples realidade. No conjunto, porém, fica uma agradável sensação do inusitado.

Como eu disse, buscava sempre algo parecido com o que aconteceu comigo. Sem sucesso. Duvidam? Pois então leiam até o final. Tenho 49 anos, aposentado – vagabundo do FHC -, tratei de preencher meu tempo fazendo cursinhos de adaptação à nova vida: informática, inglês e, por fim, participei de um treinamento em massagens, pois meus filhos constantemente se queixavam de distensões musculares e outras mazelas que esportes brutos, como karatê e futsal, oferecem.

Durante o curso, percebi que muitos colegas, de ambos os sexos, estavam estudando para ministrar massagem relaxante ou estética com fins econômicos. Terminado o curso, construí em minha casa, próximo da área de lazer – piscina, churrasqueira -, uma sauna com sala para massagem. E eis-me inserido no mundo da fisicultura.

Já lá iam uns seis meses na nova atividade, lucrativa por sinal, quando fui abordado por um senhor, em um telefonema, se eu poderia fazer massagem em sua esposa. Diante da resposta positiva, o sujeito não pestanejou, perguntando se eu poderia atendê-lo em um outro pedido. Inocente, respondi prontamente que sim. Surpresa foi do que ouvi em seguida. Pedia-me encarecidamente que eu fizesse uns carinhos mais ousados nela, esposa, pois que ele há muito não conseguia acender mais o fogo na mulher que tanto amava.

Claro que, no começo, fui reticente, pois não fazia tal trabalho, e não era para isso que me dispunha. Pediu-me, então, uma “audiência” para que pessoalmente pudesse me explicar o que estava sucedendo. Acedi ao pedido. E creia, caro leitor, comecei a fazer mil conjecturas. Claro que eu atendia, em minha “clínica”, muitas mulheres lindas atrás de melhorar o aspecto; casais também, pois enquanto fazia massagem em um, o outro estava tomando um banhozinho de sauna, mas confesso, sempre tive olhos e “tatos” muito profissionais.

Aquela situação nova, realmente me encabulava e me dava um tesão enorme, creiam. Para encurtar a conversa, o tal sujeito veio falar-me e convenceu-me de que era o melhor que ele podia desejar à sua esposa, já com 46 anos, alguns momentos gostosos. Fez-me ver que ela não me pediria, mas não me impediria tampouco. No dia aprazível, eis que o maridão trouxe um mulheraço para o “trabalho”, logo mandando-se, pois que tinha outros compromissos, não permitindo esperar por ela. Piscando-me um olho, foi-se, deixando-me a sós com aquele monumento. Bem, alonguei-me muito e, para não cansá-los, deixarei para o outro dia passar-lhes o idílio que foi a “massagem” daquele dia.